sábado

                                 
 acho que por conta de tais desencontros;
de tanto desassossego
todo cenário perdeu
o sentido.

que mate logo.
sei do fala, reconheça que deve à você tudo isso                                    
parece não ligar
tudo isso é brincadeira?

que me culpe, tens razão mas sei que
do outro lado, aí mesmo onde se encontra
as outras versões e reflexões,
não dorme nem acorda de tantas dúvidas.
inda mais, se calmaria era o que procurava;    
estaria noutras terras.
                                   






                                                 "depois de tanto, resolveu parar de pensar."                                                     

quarta-feira

carta à quem se identificar

não penses que me abstive;
creio que quando se trata de algo importante, deve-se ser preparado com cuidado.
bem, de qualquer forma desculpe a demora e espero que não guarde desdém pelo que à ti remete.
mas antes que se possa de fato agradecer pelas palavras de afeto, fique sabendo que não são muitas aquelas que me fazem passar e repassar várias vezes a mesma coisa; não são muitas as que de fato encontram as palavras que desdobram-me e transitam livres pelas partes que me regem. 
E se por um acaso calhou de pensar que olvidei escrever algo, espero (mesmo sabendo que não)  que o que segue valha a demora.
    
            mais que rimas e prosas
            abraços e palavras sutis 
            a verdadeira obra reside 
            em quem vê
            em quem sente 
            encontra-se naqueles que percebem 
            naqueles que vivem cada caracter 
            cada semifusa aumentada
            cada sentimento repicado    



            se causou-lhe tais cousas
            e acredito que sim
            então, amigo
            me conheces por completo.             
             

sábado

quinta-feira

E se ainda existir dúvidas
faça o favor de levar ao serviço de atendimento
por essas bandas não são vistos com bons olhos essas coisas.

- atenciosamente o sistema nervoso.

domingo

Tal descanso que só há de encontrar nos braços de seus chegados;
descanso tal, que sente nunca precisar de mais nada.
até volver a desencontrá-los.

sexta-feira

Aqui deixo todas as memórias
provenientes dos que choveram.
Ainda que eu consiga lembrar nem um quarto delas,
vale ressaltar que
sem dúvida, choveu.

























à fim de externar o que passou em seus pensamentos.

segunda-feira

e quando se cansa do fim da tarde
põe-se a esperar o dia seguinte
guardando pra si toda repulsa
e tudo que esteja por vir
não sente-se triste;
cansado, precisa descansar.

domingo

De repente aquilo se desprende do interior e se expõe
assim, mesmo aquela sensação parecendo prematura
claro,aos olhos alheios.
desde sempre sabia, pareceu até prever
de fato preveu.

sexta-feira

e quando a saudade bater.

-e a tal página 25?
-sinto que está cada vez mais perto.
-também não era pra menos, o que esperávamos afinal?
-o de sempre né? é o que sempre acontece.
-ainda bem que eu nem lembro dessa época.
-nem eu.
-ufa.
Andando rente ao meio fio,
poças de lama em seu caminho,
aquele barulho ensurdecedor das plantas crescendo.
as coisas que lhe fugiam a mente
as memórias que esvaíam-se.
ah! quantas memórias...
se ao menos pudesse resguardar uma delas.
todo aquele barulho atrapalhava.
tudo atrapalhava; as cores, os relevos
aqueles pássaros fofoqueiros.
aqueles ratos traiçoeiros.
procurava nas entranhas de seu corpo
alguma coisa que valesse todo aquele esforço.
o estardalhaço denovo.
sem perceber, era ele que o impedia de esquecer daquilo tudo.
era estardalhaço tudo que lhe faltava.
o que mais se afastava,
o que se privara de sentir
estava ali, como sempre estivera
crescia agora como louca para florescer.
se mostrara parte vital de sua essência
parte com a qual não queria mais se ver sem,
que agora reza para que nunca cesse.